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Allan Ribeiro
Teresina, Piauí, Brazil
Sou professor de filosofia e inglês,me congrego na igreja batista Celebração, aceitei Jesus como meu Senhor e Salvador em julho de 1995. Sou casado com a virtuosa e belíssima Hérika Ribeiro. Nasci no Piauí e moro em Teresina desde 1984. Talvez daqui só para a Nova Jerusalém!
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A Deus o que é de Deus

Tenho interesse especial em esclarecer as Testemunhas de Jeová acerca de seus enganos: meu irmão é um deles. Em vista disso, escarafuncho minha Bíblia todos os dias anotando versículos que possam demonstrar claramente que Jesus Cristo é Deus.

Veja o que descobri agora:

Em Mateus 28.9 as mulheres que foram ao túmulo de Jesus se surpreendem ao vê-lo e se jogam ao chão para adorá-lo. Na Tradução do Novo Mundo, a Bíblia das Testemunhas de Jeová, lê-se que elas homenagearam Jesus.

Fui pesquisar no grego, inclusive na versão de Westcot & Hort, usada para fundamentar a TNM e descobri que palavra aqui é προσκυνέω (proskuneo). O dicionário Strong dá razão tanto à versão de João Ferreira de Almeida quanto à da TNM:

… (meaning to kiss, like a dog licking his master’s hand); to fawn or crouch to, that is, (literally or figuratively) prostrate oneself in homage (do reverence to, adore): - worship.

[(significando beijar, como um cachorro lambendo a mão de seu mestre); proceder servilmente ou abaixar-se, isto é, (literalmente ou figurativamente) prostrar-se em homenagem (reverenciar, idolatrar): adorar]

Proskuneo não é a única palavra usada para se referir à adoração nas Escrituras Gregas (Novo Testamento). Ela é usada em diversas ocasiões não só para se referir a Jesus, mas também a outros, seres humanos e até a Satanás. Isso parece dar razão às TJ's. Então seria importante encontrar uma ocasião em que esta palavra fosse usada para se referir a Deus. Seria melhor se fosse usada como tradução de uma palavra usada nas Escrituras Hebraicas (Velho Testamento) se referindo a Jeová. Mas seria perfeito se ela fosse usada por alguém com autoridade indiscutível.

Esta ocasião existe!

Veja este trecho de uma conversa reveladora em Mateus, (que também se repete em Lucas e Marcos):

Novamente o Diabo o levou a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles;
e disse-lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares
Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.

O verbo adorar, tanto quando usado por Satanás, quanto quanto usado por Jesus, fazendo citação de um texto do Velho Testamento é o mesmo: proskuneo. Ou seja, a adoração que as mulheres e os discípulos (Mateus 28.17) de Jesus dedicam a Ele quando o vêem ressuscitado, segundo o próprio Jesus, só pode ser dirigida a Jeová. E o fato dele não ter repreendido ninguém por o estarem adorando indevidamente é uma eloquente afirmação de sua divindade!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Marcha para quem?

jesus-statue

Nos EUA, cadeia; no Brasil, líderes de marcha “com Jesus”…

terça-feira, 3 de novembro de 2009 | 4:23

Por Naiana Oscar, no Estadão. O título é meu.
Pela primeira vez desde que foram presos nos Estados Unidos por conspiração e contrabando, os fundadores da Igreja Renascer, Estevam e Sônia Hernandes, lideraram pessoalmente a Marcha para Jesus. A presença do casal fez com que os organizadores estimassem um recorde de público no evento realizado ontem em São Paulo.

A igreja esperava 5 milhões de pessoas, mas a Polícia Militar calculou os participantes em 1 milhão de fiéis.

Estevam e Sônia abriram o evento no primeiro dos nove trios elétricos que conduziram os fiéis da Avenida Tiradentes, no Centro, até a Praça Campo de Bagatelle, na zona norte. Quatro carros de som de outras igrejas evangélicas foram impedidos de fazer o trajeto depois de serem reprovados numa vistoria feita pela CET.

A frase “Lutando contra Gigantes”, tema do evento, estava estampada em camisetas vendidas aos fiéis. Estevam explicou que os gigantes eram a “discriminação e os estereótipos que criaram em torno da igreja”. Sobre a ausência de autoridades, como o prefeito Gilberto Kassab, Estevam disse não estar preocupado. “Só ficaria frustrado se o povo não viesse.”

Até as 16 horas, a Polícia Militar tinha registrado 252 atendimentos a pessoas que passaram mal por causa do calor. Foi justamente neste horário que o Instituto Nacional de Meteorologia registrou a temperatura máxima na capital, de 31,7°C, em Santana

Do blog do Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Parece piada.... mas o Nobel foi mesmo para Obama!




O cartoon ainda mostra a perplexidade com a escolha de Al Gore para o Nobel da Paz, mas os suecos acharam pouco:
Mandela - "Eu lutei para acabar com o Apartheid"
Madre Teresa - "Eu curei os doentes e agasalhei os pobres"
Martin Luther King - "Eu fiz campanha pelos direitos humanos"
Al Gore - "Eu disse a todo mundo que está quente"

E Obama?  "Estava a toa na vida, a Academia me chamou..."

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mais sobre o dízimo...

Dinheiro como “oferta de sacrifício”, tolice!!!

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Vez por outra, aparece um que não se conforma com o simples, quer sempre fazer uma descoberta extraordinária, talvez seja a necessidade de ser reconhecido como alguém que teve uma revelação especial de Deus, e assim, enriquecer nas costas de outros...

As vezes, algum bem intencionado, mas herético. Todo cuidado é pouco, devemos aprender que algumas coisas não serão explicadas agora, mas naquele grande Dia, assim como Ele é, nos veremos e seremos! Aleluia!

Mas, e o sacrifício?

Definitivamente, Deus não precisa do meu, do seu, do dinheiro de ninguém, e muito menos para fazer a Sua obra, pois, tudo já fora preparado desde a fundação do mundo (Mateus 13.35; Efésios 1.4). Mas, uma coisa é certa, Deus requer de todos nós que, sejamos dignos de Seu Amor, que nos sacrifiquemos, que nos consagremos a Deus, Romanos 12:

1 Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
2 E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

Deus mede o valor de nossas dádivas e serviços num sentido relativo. Deus não se alegra com os sacrifícios oferecidos sob a lei de Moisés.

Estamos dispostos ao sacrifício?

Jesus ofereceu-se em sacrifício voluntariamente. Ela não vacilou, mas seguiu Seu caminho firmemente decidido:

Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mateus 26.34)

Jesus espera de Seus seguidores essa mesma disposição ao sacrifício:

Conhecemos o amor nisto: que Ele deu a Sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos”. (1João 3.16)

Tão longe pode ir a exigência de Jesus a você ou a mim, e ela não deve ser atenuada. Mas só Ele sabe de quem pode exigi-lo em cada caso concreto.

Sabemos de pessoas em prisões que, sob ameaças de morte, deveriam delatar outros cristãos e mencionar os nomes de seus irmãos na fé, mas que permaneceram firmes e não os denunciaram.

Perguntemo-nos: Quão genuíno é nosso amor a Cristo e a nossos irmãos no Senhor?

Mas, nosso tempo presente, prima-se por uma geração perversa que, vislumbram pela Palavra de Deus o enriquecimento material. Muitos adentram as igrejas evangélicas, muitas destas, sinagogas de satanás, para trazerem suas ofertas em forma de barganha, dízimos ou ofertas de amor(???), cumprindo assim a determinação de um mercenário pastoral que afirma ser isto uma “oferta de sacrifício”!! Milhares de evangélicos buscam um Deus, Mercador de bênçãos???!!
Por Cristo. Em Cristo. Para Cristo. Nos interesses de Sua Igreja.
Fraternalmente.
James.                                                            
Comunidade "Adoradores em Casas"

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Aprovação automática

Claudio Moura e Castro, o especialista em educação, escreveu um artigo algum tempo atrás em que defendia a aprovação automática dos alunos até o ensino médio. Ele se baseava em uma pesquisa que demonstra que o aluno reprovado aprende menos que o aluno aprovado sem ter tido méritos para isso. Discordei da ideia, embora os números da pesquisa fossem irrefutáveis. Agora concordo com ele. 
Minha desaprovação se devia ao fato de eu considerar que o aluno que não estuda estaria sendo recompensado por não estudar. Mas este não é o foco principal da questão. Quando pensamos em professores distribuindo recompensas ou punições a quem se esforça para tirar uma nota boa ou estuda para passar de ano, estamos colocando poder e responsabilidade demais nas mãos das pessoas erradas.

A ideia que transmitimos aos alunos é que passar de ano é o seu objetivo. Neste caso, se não gosta ou não consegue estudar, vale a pena lançar mão de recursos ilícitos, como colar (ou pescar). Nas minhas turmas esta prática é tão comum que se tornou difícil combatê-la. 

O aluno que cola ou pesca não se diferencia em nada, do ponto de vista do conhecimento, daquele que foi aprovado sem ter os conhecimentos que deveria ter. Mas ele e diferente do ponto de vista ético. Aí está alguém que acha que pode fazer qualquer coisa para alcançar seus objetivos. 

O poder e a responsabilidade devem ser entregues a quem de direito: o próprio aluno. A aprovação automática diz aos nossos estudantes, "A vida é sua. Estamos oferecendo a você uma oportunidade de, através do ensino, crescer, conseguir o que quer. Decida o que você vai fazer com isso!". Lá na frente, quem vai ter que arcar com as consequências da decisão que tomar é o estudante de hoje, não o professor. 

Mas será que uma criança ou adolescente teria condições de assumir tal responsabilidade? Em primeiro lugar, esta é uma responsabilidade que é realmente grande demais para quem tem tão pouca experiência de vida. Mas não cabe ao professor compartilhá-la. Se há alguém que pode e deve fazer isso são os pais. Em segundo lugar, quanto mais cedo a pessoa perceber que é ela quem será afetada por suas decisões pessoais, mais cedo aprenderá a ser responsável. 

Mudei de ideia e hoje sou plenamente a favor da aprovação automática. Que os professores façam só aquilo que são treinados para fazer: ensinar. E que os pais e alunos cuidem do resto.

domingo, 6 de setembro de 2009

Lógica e ética


Lógica petista:"A preguiça é a mãe de todos os vícios,
mas uma mãe é uma mãe e é preciso respeitá-la e pronto!"


Um professor meu, filósofo analítico com doutorado e tudo, conhecedor da lógica, articulado e consciente dos defeitos e contradições do pensamento ACE (Anteriormente Conhecido como Esquerda), me surpreendeu ao dizer que votou no PT nas duas últimas eleições.

Eu votei em Lula até a penúltima eleição. Tenho tanto orgulho disso quanto de ter apoiado a permanência de um pastor confessadamente adúltero em uma igreja da qual fui membro. São coisas que a experiência e a leitura cuidadosa da Bíblia nos ensinam a evitar. Portanto, eu não faria hoje nem uma das duas coisas. Mas meu professor fez!

Eu quis entender o que me pareceu uma contradição. Perguntei a ele como pode votar no PT depois do mensalão. A resposta dele me ajuda a mapear o pensamento de muita gente igual, ou parecida. Na Veja da semana passada, a Marina Silva diz que não saiu do PT por causa dos problemas éticos (eufemismo para robalheira da grossa!), mas por divergências quanto à política sobre o meio ambiente. Para ela, atos como o mensalão foram só coisa de uma minoria dentro do partido.

Petistas e seguidores da IURD não podem alegar inocência para mim. No caso de Marina, o argumento dela é simplesmente ridículo. Todos sabemos que o PT é governado mesmo por uma minoria. Aliás, todo partido é. Só manda mesmo quem está na cúpula. Mas isso torna todos os outros membros da agremiação inculpáveis do que fazem os dirigentes? De modo algum, tão logo se tornem públicas as práticas desonestas. É muito fácil dar uma de Suplicy e distribuir cartão vermelho em público enquanto se cala quando os conchavos são feitos por baixo dos panos. Se havia algum petista sério, eles deixaram de ser petistas no momento em que perceberam que não havia possibilidade de mudar o que estavam fazendo. Isso não quer dizer que certos vagabundos que saíram do partido, muito indignadamente, nos primeiros escândalos possam ser considerados sérios.

Meu professor me disse que duvidava que o mensalão tivesse existido. Só isso! Para ele, o que houve foi um toma-lá-dá-cá descarado com os cargos de confiança (como se já não fosse sério o bastante, mas ele sugeriu aquela velha desculpa de que esta é uma prática comum e antiga). Eu já tinha ouvido isso antes. Um outro professor universitário, homem brilhante, mas comunista (eu sei que é uma contradição), me disse, assim que estourou o escândalo, que não acreditava que houvesse deputados sendo comprados com míseros 30 mil mensais. Veja só os malabarismos mentais que algumas pessoas são capazes de cometer para justificar suas crenças injustificáveis.

No decorrer da conversa eu percebi o que realmente motiva professores de universidades públicas. Ele me disse que o Lula tem feito um bom governo na área da educação, embora ainda seja necessário melhorar os salários dos... professores de universidades públicas! Ou seja, esses caras não enxergam nada além do seu interesse pessoal. Se o meu salário está bom, voto até no Satanás!

Então, o motivo para os índices de popularidade de Lula estarem ainda tão altos é que as pessoas, mesmo as mais educadas, ainda acham que ética é um luxo. O importante mesmo é o tamanho do contracheque.

domingo, 23 de agosto de 2009

Chutando a santa

Reinaldo Azevedo resumiu o que eu queria dizer sobre a ex-petista Marina Silva. Atenção especial para o segundo parágrafo.

Eu não tenho grandes ilusões sobre esse partido ou aquele. O que espero é que se organizem para fazer o que tem de ser feito, empregando os tais meios éticos, uma obrigação. Acontece que há na imprensa, não só na brasileira, e em certos setores bem-pensantes a vocação para a mistificação e a mitificação. Vejo o que se dá agora com Marina Silva.

Os criadores de mitos tentam nos fazer crer que ela rompeu com o PT porque, afinal, já não suportava aquela “ética”. É mesmo? Quer dizer que ela suportou bem o caso Waldomiro, o mensalão e o dossiê dos aloprados, mas não resistiu à MP da Amazônia? Podia conviver com a ética que abrigava aquelas práticas e achou que só o suposto desatino do governo na área ambiental é que o tornou impróprio?

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Provocações

“Se, no passado, alguém perguntasse para o apóstolo Pedro: Irmão Pedro, onde fica a sua igreja? Como Pedro responderia?"

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Compartilhamos com nosso irmão Sérgio Luiz Brandão, que, longínquos debates teológicos tentam definir sobre qual é a verdadeira igreja local de Jesus Cristo na terra.

Cada qual tenta, por suas próprias razões se dizerem os reais conhecedores da verdade de Cristo, "suas igrejas", pensam ser a representante Igreja de Cristo.

A igreja a qual o apóstolo Pedro responderia é simples, porque, a simplicidade dos fatos pela Palavra de Deus já determinam isso.

A Igreja de Jesus Cristo está fundamentada, unicamente, na doutrina dos 12 apóstolos do Cordeiro (a doutrina de Cristo).

A Igreja de Jesus Cristo não tem placa, nome fantasia, ou denominação personalizada, legalizada pelas leis terrenas.

A Igreja de Jesus Cristo não tem prédios, ou templos (como expressam com grave erro).

A Igreja de Jesus Cristo não possui homens-ídolos e nem bandas-ídolos.

A Igreja de Jesus Cristo é a reunião dos filhos de Deus em qualquer lugar da face da terra.

A Igreja de Jesus Cristo é a assembléia dos santos, não é o prédio que determina a existência de uma Igreja.

A Igreja de Jesus Cristo reúne em casas, lares, local onde é estabelecida a família, natural e espiritual.

A Igreja de Jesus Cristo, pode reunir-se nas ruas, praças, campo, debaixo de uma árvore...

Prédio de igreja não pode ser chamado de "templo", porque, o único templo terreno que, ainda existe, é o corpo de um filho de Deus, e, no local onde estão os santos reunidos, um altar é levantado e Deus manifesta sua glória, aleluias!

A manifestação da glória de Deus somente é manifestada no seu filho, o seu templo, casa de oração onde habita.

Os filhos de Deus são casas de oração (a vida do crente é de constante oração), tabernáculo, templo, onde Deus habita pelo seu Espírito Santo (Mateus 21.13; 1Coríntios 6.19; 2Coríntios 6.16)

Os filhos de Deus são os únicos templos do Espírito Santo. Nos filhos, Deus está, habita e manifesta a sua glória.

Quem leva a presença de Deus na face da terra são os filhos, não são os prédios e muito menos suas identificações denominacionais.

Púlpito do prédio, que chamam de igreja, não é altar. Isso não é verdade bíblica!

Púlpito de prédio, chamado de igreja, não é o local da manifestação da glória de Deus!

Prédio de igreja não é templo ou tabernáculo. Púlpito de prédio, que chamam de igreja, não é a representação do Santíssimo lugar do Tabernáculo de Deus!

Há prédios de igrejas que usam o local do púlpito como se fosse onde sentam somente os anciãos e Deus (Apocalipse 4.4).

Usam "tronos" diferenciados dos "outros" por causa da glória, adoração e distinção que devem receber, e o povo, acredita no que vê... (quem lê entenda).

Num dia fazem culto e em outro dia, usam o mesmo púlpito para fazer gincana, bingos, reunião política. Se fosse mesmo um altar, consagrado para a glória, como dizem ser, seriam fulminados e virariam carvão.

Se observar, as igrejas evangélicas, nos rituais e disposição das coisas no local do púlpito, assemelham com a igreja católica, mudando apenas os paramentos e momentos litúrgicos.

Colocam a arca do concerto nos púlpitos, cruz, castiçal, taças douradas para a Santa Ceia, árvore de natal...

Sempre que surgir uma questão das coisas de Deus, hoje, somente a Palavra de Deus pode responder, buscando o exemplo que foi deixado, interpretando o que está escrito.


Nos interesses de Cristo e Sua Igreja.


Fraternalmente.

James.

www.jesusmaioramor.blogspot.com

Comunidade "Adoradores em Casas"


sábado, 8 de agosto de 2009

Vestindo a camisa certa

jesusTWhite Passei pelo Marcelo hoje e percebi que ele estava usando uma camiseta com uma foto de Che Guevara. Não resisti. Quando tive uma chance, disse a ele:

- Marcelo, tenho uma camisa que eu não uso e está novinha. Você quer pra você?

- Traz, cara! É tamanho médio?

- É sim. Só tem uma coisa, tem uma foto do Hitler nela.

Ele se assustou, fez silêncio por um instante e disse:

-Tem nada não! Pode trazer que eu uso.

- Imaginei que você não se importaria, já que você está usando uma camiseta com a foto de um psicopata assassino.

Ele ficou assustado de novo, mas não demorou muito para se recuperar.

- Não, mas eu uso porque eu gosto da imagem dele, não é porque eu apóie qualquer coisa que ele fez não!

Fiquei pensando nos crentes. Tem muita gente por aí vestindo a camisa de Jesus, mas se você perguntar, é capaz de dizerem igual ao Marcelo:

- Não, mas eu uso porque eu gosto da imagem dele, não é porque eu apóie qualquer coisa que Ele fez não!

E aí tanto faz se é Che ou Jesus, porque o que você faz é do peito pra fora e este nível de comprometimento não te custa nada. Por enquanto. Aceite um conselho: seja frio ou seja quente (de preferência, seja quente), mas não seja morno de jeito nenhum, ou você corre o risco de ser vomitado.

Coragem de dizer a verdade

Em tempos de Lula, Sarney & Renan Calheiros, é surpreendente que alguém ainda se levante publicamente, se arriscando ao opróbio e ao escárnio, para dizer a verdade. Mas é o que faz a psicóloga Rozângela Alves Justino, em entrevista exibida nas páginas amarelas de Veja desta semana.

Para mim foi difícil selecionar que partes mostrar aqui, (já que o conteúdo completo da entrevista está restrito a assinantes) porque isso significa deixar de fora declarações lúcidas, seguras e impactantes. Apesar das tentativas da entrevistadora, Juliana Linhares, de ridicularizar a entrevistada, Rozângela sempre se manteve firme na defesa de suas convicções e focada naquilo que faz: usar a ciência para ajudar pessoas insatisfeitas com sua condição homossexual a abandoná-la. A seguir, trechos da entrevista (com comentários meus em azul).

***

Aceitar as diferenças e entender as variações da sexualidade são traços comuns das sociedades contemporâneas civilizadas. A psicóloga Rozângela Alves Justino, 50, faz exatamente o contrário.

O que temos aqui é uma flagrante e desrespeitosa tentativa de desqualificar a entrevistada com uma falácia ad hominem. Rozângela não aceitaria e nem entenderia as variações da sexualidade por não ser civilizada. Perceba que a repórter tem dificuldade em aceitar e entender as diferenças de opinião, que são traços comuns nas sociedades civilizadas desde sempre.
(...)
Há estudos que mostram que ser gay não é escolha, é uma questão constitutiva da sexualidade. A senhora acha mesmo possível mudar essa condição?
Cada um faz a mudança que deseja na sua vida. Não sou eu a responsável pela mudança. Conheço pessoas que deixaram as práticas homossexuais. E isso lhes trouxe conforto. Conheço gente que também perdeu a atração homossexual. Essa atração foi se minimizando ao longo dos anos. Essas pessoas deixaram de sentir o desejo por intermédio da psicoterapia e por outros meios também. A motivação é o principal fator para mudar o que quiser na vida.

Os ativistas gays estão sempre oscilando entre a idéia de que o homossexualismo (escolhi continuar usando esse termo) seja uma escolha ou não. Se for, então eles tem que respeitar quem escolher não querer mais essa prática. Se não for, eles tem que respeitar aqueles que não aceitam o determinismo e procuram uma saída. A oscilação vem do fato de que eles não querem mesmo é admitir a possibilidade de que há uma escolha. Rozângela deixa claro que ela não escolhe pelo paciente, que não está promovendo ou defendendo uma "heterossexualização" forçada.
(...)

Não é cruel achar que os gays têm alguma coisa errada?

O que eu acho cruel é ser uma profissional que quer ajudar e ser amordaçada, não poder acolher as pessoas que vêm com uma queixa e com um desejo de mudança. Isso é crueldade. Eu estou me sentindo discriminada. Há diversos abaixo-assinados de muitas pessoas que acham que eu preciso continuar a atender quem voluntariamente deseja deixar a atração pelo mesmo sexo.

A pergunta tem por objetivo transformar a entrevistada em monstro. Ela, porém não se deixa levar pela provocação e responde de forma simples e devastadora: com a verdade!
(...)

Gays existem desde que o mundo é mundo. Aparecem em todas as civilizações. Isso não indica que é um comportamento inerente a uma parcela da humanidade e não deve ser objeto de preconceito?

Que raciocínio torto! Senão vejamos, pessoas que odeiam gays e acham que eles devem morrer, existem desde que o mundo é mundo. Isso não indica que "é um comportamento inerente a uma parcela da humanidade e não deve ser objeto de preconceito"? A resposta às duas perguntas deveria ser a mesma, mas observe que a repórter deixa uma armadilha no final. Nenhum comportamento deve ser objeto de preconceito, mas de uma busca racional por meios que ajudem as pessoas a fazer a melhor escolha possível, para si e para os outros.

Olha, eu também estou sendo discriminada. Estou sofrendo preconceito. Será que não precisaria haver mais aceitação da minha pessoa? Há discriminação contra todos. Em 2002, fiz uma pesquisa para verificar as violências que as pessoas costumam sofrer, e o segundo maior número de respostas foi para discriminação e preconceito. As pessoas são discriminadas porque têm cabelo pixaim, porque são negras, porque são gordas. Você nunca foi discriminada?

Não como os gays são.

Não? Nunca ninguém a chamou de nariguda? De dentuça? De magrela? O que quero dizer é que as pessoas que estão homossexuais sofrem discriminação como todas as outras. Eu tenho trabalhado pelos que estão homossexuais. Estar homossexual é um estado. As pessoas são mulheres, são homens, e algumas estão homossexuais. (Grifo meu)

Isso não é discriminação contra os que são homossexuais e gostam de ser assim? Isso é o que você está dizendo, não é o que a ciência diz. Não há tratados científicos que digam que eles existem. Eu não rotulo as pessoas, não chamo ninguém de neurótico, de esquizofrênico. Digo que estão esquizofrênicos, que estão depressivos. A homossexualidade é algo que pode passar. Há um livro do autor Claudemiro Soares que mostra que muitas pessoas famosas acreditam que é possível mudar a sexualidade. Entre eles Marta Suplicy, Luiz Mott e até Michel Foucault, todos historicamente ligados à militância gay.

O que a senhora faria se tivesse um filho gay?

Outra armadilha da qual Rozângela se desvencilha simplesmente manejando a verdade.

Eu não teria um filho homossexual. Eu teria um filho. Eu iria escutá-lo e tentaria entender o que aconteceu com ele. Os pais devem orientar os filhos segundo seus conceitos. É um direito dos pais. Olha, eu quero dizer que geralmente as pessoas que vivenciam a homossexualidade gostam muito de mim. E também quero dizer que não sou só eu que defendo essa tese. Apenas estou sendo protagonista neste momento da história.

A foto é de Ernani D'Almeida e a entrevistada está disfarçada por dois motivos:
  1. Não quer se tornar uma celebridade
  2. É vítima de preconceito e, vejam só, perseguições. Pelo que se vê, esse admirável mundo novo se parece muito com o velho.

sábado, 18 de julho de 2009

Entendendo os chineses

Por quase uma década, Xinran Xue, hoje com 51 anos, recebeu mais de uma centena de cartas tristes por dia. Apresentadora de um programa de rádio voltado para mulheres, ela tornou-se depositária de ouvintes que lhe confiaram suas pequenas e grandes tragédias – abafadas, quando não provocadas, pelos anos de totalitarismo comunista. Algumas dessas experiências, Xinran havia sofrido na própria pele: seus pais foram presos durante a Revolução Cultural e ela passou a infância num quartel da Guarda Vermelha. Em 2002, publicou seu primeiro livro: As Boas Mulheres da China (lançado no Brasil pela editora Companhia das Letras), que reúne histórias que não puderam ir ao ar e outras que ela colheu em entrevistas.

(...)

A senhora quer dizer que é cedo demais para que a democracia chegue à China?

Vou repetir uma lição que recebi de uma camponesa de Hunan, região onde nasceu Mao Tsé-tung. Entrevistei-a em 1995, quando já era jornalista, achava que sabia tudo, mas na verdade era ainda muito ingênua. A mulher trabalhava num campo de arroz. Perguntei a ela o que escolheria se eu lhe oferecesse três coisas: liberdade e democracia; marido e filhos; ou terra e dinheiro. Ela me olhou como quem diz: "Ah, você está tentando me enganar!". Respondeu que terra e dinheiro pertencem aos homens, não às mulheres. Sobre marido e filhos, disse: "Marido é quem manda em tudo e os filhos são a minha rotina", querendo dizer que aquilo ela já tinha. Então, perguntou: "Mas quanto é a garrafa de liberdade?". Eu fiquei atônita: "Como assim?". Ela repetiu: "Quanto custa essa garrafa de óleo que você quer vender?". Foi aí que eu entendi: em chinês, a pronúncia da palavra óleo (you) é muito parecida com a de liberdade (ziyou). Ela achou que eu estava querendo lhe vender óleo.

Quando ela entendeu que a senhora se referia a liberdade, o que achou da oferta? Mas ela não entendia essa palavra! Eu tive de explicar-lhe o que era e o fiz da forma que considerei mais simples. Disse algo como: "Bem, liberdade é você ter o direito de contrariar o seu marido quando você acha que ele fez algo errado. Liberdade é você ter o direito de dizer: ‘Eu quero algo para mim, não para o meu marido ou para os meus filhos – um vestido bonito, uma comida gostosa ou um dia de descanso’". Achei que, colocando desse modo, ela fosse entender. Em vez disso, olhou para mim e respondeu: "Que mulher tola você é! Isso não existe". Eu falei sobre liberdade, que é uma palavra muito mais fácil. Imagine se eu tivesse
falado sobre democracia...

(...)

A senhora resolveu deixar seu país num momento em que apresentava um programa de rádio de enorme sucesso, no qual era permitido que centenas de chinesas falassem pela primeira vez de seus problemas. O que motivou a decisão? Ouvir aquelas mulheres e acompanhar o desenrolar de suas histórias, muitas vezes trágico, deixou-me emocionalmente exaurida. Fiquei doente, tinha de tomar remédios para dormir. Os telefonemas, os relatos de abusos, os suicídios, as cartas de suicídio que elas deixavam para mim... Eu me sentia tão impotente! Ainda tenho aquelas vozes na minha cabeça. Aqui no Brasil, encenaram capítulos do meu livro As Boas Mulheres da China. Apesar de as atrizes falarem em português, uma língua que não entendo, o que eu ouvia eram as mulheres chinesas chorando. Isso me aniquila. Sei que é porque eu misturo o sofrimento delas com a minha própria história. Diante da encenação, não consegui me controlar. Normalmente, consigo – ao menos durante o dia. Mas, à noite, os pesadelos voltam.

Que tipo de pesadelo a atormenta?

São tantos... Durante a Revolução Cultural, meus pais foram presos, acusados de ser capitalistas porque haviam trabalhado com estrangeiros e falavam inglês. Os guardas vermelhos entraram em casa e fizeram uma fogueira com tudo o que diziam ser "reacionário" ou "burguês": livros do meu pai, meus brinquedos e até minhas tranças. Eu usava duas tranças, amarradas com fitas. A guarda gritou que era um penteado burguês. Cortou-as e jogou-as no fogo também. Depois disso, fui levada, com meu irmão mais novo, para um quartel da Guarda Vermelha. Vivi lá por seis anos e meio. Como nossos pais eram considerados reacionários, éramos chamados de "crianças negras" e não podíamos brincar com as outras. Dormíamos no chão. Muitas noites, os guardas vinham, no escuro, pegavam uma criança e a levavam para o quarto ao lado. Era a hora dos abusos, dos espancamentos... Eu ouvia o choro e os gritos e ficava tão assustada que meu corpo todo tremia. A cada noite eu achava que seria a minha vez. Era aterrorizante. Acho que escapei porque era muito pequena. Até hoje, quando meu marido está viajando, não durmo sem colocar minha bolsa, minhas chaves, tíquetes de avião, qualquer coisa assim, ao lado da cama. Faço isso para não entrar em pânico quando acordar no meio da noite – para lembrar que não estou mais lá e quem eu sou agora. Não consigo me livrar disso. Procurei psicólogos, mas não funcionou. Acho que eles eram ocidentais demais para me entender.

(...)

O regime comunista de Mao Tsé-tung teve efeitos devastadores na vida de muitas pessoas, como a senhora. E na China, que marcas ele deixou?

Acho que a China, hoje, é como um quadro de Picasso: tem nariz, olhos, boca, mas tudo está fora do lugar. Ficou isolada por tanto tempo e, agora, tudo está surgindo de uma vez. Talvez uma resposta melhor seja esta: antes dos anos 80, a China era um garoto sujo e esfomeado. Nunca teve a chance de tomar um banho quente, de vestir uma roupa limpa, de forrar o estômago. Se você oferece a esse menino, em uma mão, um pão duro e velho, e na outra mão, um cardápio com nomes de pratos desconhecidos e maravilhosos, qual dos dois ele vai preferir?

O primeiro?

Certamente. Ele está faminto! O cardápio pode ter comidas deliciosas, mas ele não entende o que está escrito lá e não consegue esperar para que aquele papel se transforme em comida. E não adianta alguém dizer que ele tem de comer um prato do cardápio porque é melhor para ele. Antes de dizer isso, as pessoas têm de entender a urgência dos chineses.

Veja, edição 2122 (acesso completo só para assinantes)/ 22 de julho de 2009
Entrevista feita por Thaís Oyama
Foto de Ernani D'Almeida

sábado, 11 de julho de 2009

Vida de casado

Ah, o casamento... Só sabe quem já experimentou!


Eu me peguei pensando sobre todas as delícias de ser um homem casado e, como são tantas, tive que me concentrar em somente um aspecto desta condição. Pensei e pensei no bem que me faz Hérika.

Se não fosse por ela:
-Eu não teria terminado meu curso superior
  • -Não teria os empregos que tenho agora
  • -Não teria mudado meus hábitos alimentares, de forma a controlar o colesterol, taxa de açúcar no sangue, peso e etc.
-Não teria os cuidados com a higiene pessoal que tenho, só para agradá-la (me refiro a coisas pequenas, como manter as unhas aparadas, lavar o cabelo com frequência, visitar o dentista regularmente, fazer a barba sempre e coisas assim).

-Ainda me vestiria como eu gostava, ou seja, como se não houvesse mais ninguém no mundo.

Ela cuida de mim e da minha imagem. Faz isso em parte pelo fato de ser mulher, mas também por ter tido uma criação tão completa e extensivamente cristã. É uma mulher virtuosa em tudo por tudo.

Em um casamento, cada um (o marido e a mulher) tem suas atribuições. Isso não é assim porque eu estou dizendo, mas porque o Criador assim definiu e deixou isso registrado na Bíblia. O casamento é assim mesmo. É um treinamento, é uma figura, se você preferir, para o relacionamento entre Cristo e sua futura esposa, a igreja.

Antes que você vá em frente e pense em alguma catedral ou em um templo ou na matriz da pracinha, quero dizer que quando falo em igreja, estou me referindo ao sentido original da palavra. Igreja não tem nada a ver com prédios, com construções. Tem a ver com pessoas, com cada um de nós que formamos a comunidade dos crentes salvos em Jesus Cristo. Se eu e você somos parte da noiva, se seremos um dia a esposa, que tal começarmos a mostrar as virtudes que teremos que desempenhar mesmo um dia?

Podemos começar cuidando da imagem do noivo. Que tal zelarmos pelo nome de Cristo? Que tal usarmos o Seu nome com mais cuidado? Se vamos marchar para ele, tenhamos o cuidado de nos apresentar com decência e ordem. Quando Davi pulava sem as roupas de baixo, diante das moças na rua, sua mulher o repreendeu. E ele estava marchando por Deus!

Também poderíamos zelar pelas palavras do noivo, evitando dizer por aí o que Ele não disse. Isso se consegue ESTUDANDO as palavras do Noivo, conforme expressas na Bíblia. Parece óbvio, mas tornou-se muito importante ressaltar este ponto hoje em dia.

Cuidemos para sermos como as noivas cautelosas, que armazenaram o azeite e cuidaram para que não faltasse. Em chegando o Noivo, estejamos com nossas lamparinas acesas!

domingo, 5 de julho de 2009

Definindo termos

Na última postagem que escrevi aqui, citei uma mensagem que recebi do irmão James. Nos comentários ele pareceu me refutar dizendo que nunca afirmara que o dízimo é "anticristão". Deixei o comentário dele sem resposta porque pretendia voltar ao assunto definindo meus termos. Por falta de tempo, acabei não o fazendo. Mas ele mesmo o fez.


Em mensagem posterior, ele acabou definindo seus termos. Isso foi ótimo! É sempre bom fazermos isso em um debate. Além disso, pude perceber que concordo com ele em quase tudo. Na verdade, aquilo em que não concordamos se refere somente ao que entendo ser uma singela confusão de termos. Uma delas é o uso do termo "cristianismo". Eu me refiro a uma coisa e ele a outra. No outro caso, quando ele define "predestinação" descreve o que entendo serem os hipercalvinistas, de cuja noção de predestinação também discordo.

Agradeço ao irmão James por compartilhar suas idéias comigo!
Muitos temos presenciado da utilização errônea e fundamentalista das Sagradas Escrituras, muitos a deturpam, acrescem suas particulares interpretações, excluem aquilo que lhes repreende!!

Para tanto, algumas considerações devem ser feitas para o real entendimento da vontade de Deus e não somente ao conhecimento da letra como fonte secular! Lembremo-nos dos irmãos de Béreia.

Há algumas considerações acerca do que se faz necessárias a uma vida de proximidade a vontade soberana de Deus, não como imunes a qualquer vitupério, mas na humildade e mansidão, não na obediência a homens corruptos de entendimento, mas, como traz Filipenses1, porque a nós nos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele, tendo o mesmo combate que já em Paulo temos visto.

Rogamos para não sermos conformados com este mundo, mas transformados pela renovação do nosso entendimento, para experimentar qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus:

APÓSTOLOS...
foram escolhidos por Jesus, para levarem as bases da Igreja, sendo necessário, pois, convivesse todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que foi Recebido em cima, sendo testemunha da Sua ressurreição (
Atos1); Em nosso tempo presente, são homens que se auto denominam, no intuito de gloriarem em si mesmos, querendo mostrar maior autoridade ou espiritualidade sobre outrem.

CRENTES...
pecadores arrependidos, convertidos a Cristo, com rica esperança na gloriosa vinda de nosso Amado Senhor Jesus Cristo, e que, permeiam uma vida de contentamento com o que possuem, buscam ter uma vida somente para Cristo, por vezes, repartem suas posses com os necessitados; Protegem seus corações e mentes e evitam todas as influências corruptoras do mundo; Necessariamente, aquele que é convertido a Cristo abandona muitas das coisas que antes lhes davam prazer; “
Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação” (1Coríntios1).

CRISTIANISMO...
conjunto das religiões cristãs; Faz promessas celestiais, porém não as cumpre na terra, cria uma estrutura que a si mesmo paralisa, que causa exatamente aqueles problemas que em seguida tenta eliminar; Somente verdadeiros heróis espirituais foram capazes de, vez ou outra, erguer a cabeça para fora da água desse sistema e dirigir as coisas, por certo tempo, numa direção diferente; Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores (1Timóteo1), não veio fundar o Cristianismo; Notadamente, evangélicos, católicos, dizem praticar o cristianismo, que tornou-se religião de Estado do Império Romano por volta do ano 380.


DIZIMISTAS...
uma grande parcela dos evangélicos que visa em
Malaquias3.10, satisfazer seus desejos materiais, denotam sua insatisfação e anseio pela vida que lhes é atribuída; Visam fazer prova com Deus em troca pelo dizimar, enganam-se em fazer esta prova, pois, é a mesma coisa que fazer barganha! A verdade é que as bênçãos mirabolantes não vieram porque Deus nunca as prometeu, e Deus não pode ser manipulado; O sucesso e a riqueza que, porventura, vierem são mais fruto de manobras espertalhonas, para dizer o mínimo, do que resultado de fé.

DÍZIMOS...
um dos preceitos da Lei Mosaica (em torno de uns 600 preceitos – guarda do sábado, animais puros e impuros, sacrifícios de animais, etc); Utilizado em larga escala pelos maiores defensores (e rebatedores) que visam na Palavra de Deus, precisamente em
Malaquias3.10, seus argumentos da obrigatoriedade dos 10% para os evangélicos da dispensação, para obterem seus recursos para enriquecimento próprio, camuflado ser em prol da obra de Deus; A grande maioria dos pregadores dizimistas, adotam o próprio sistema de valores: fama, sucesso, materialismo e celebridade...

EVANGÉLICOS...
em sua maioria, convencidos e não convertidos; Não há nada mais fácil que entrar num relacionamento correto com Deus, mas, muitos dos evangélicos buscam não a Deus, mas aquilo que Ele oferece; Vivem uma vida para usufruir de Cristo, dificilmente deixam suas maneiras de vestir, de falar, de se portar, enfim, mantêm suas vidas nos mesmos moldes que outrora; Milhares de evangélicos buscam suas igrejas na base da mais perigosa mensagem pregada em nossos dias: O evangelho do
quanto-é-que-eu-levo-nisso.

IGREJA LOCAL...
a grande verdade da existência da Igreja, é o Seu fundador, Jesus Cristo, a fundamental pedra que sustenta o edifício espiritual do Reino de Deus; A expressão Ekklésia, nada tem haver com prédios, templos ou coisa parecida. Tem haver sim, com Comunidade, os chamados para fora; A igreja da atualidade tornou-se uma mentira estrutural, porque desenha a mensagem correta nas cores erradas; Porque usa o material correto, mas o prensa nas fôrmas erradas; O desconcertante é que se queremos espalhar a boa nova o primeiro passo é tirar de cena a tal igreja.

LIDER...
nomenclatura de destaque que certos homens almejam quando estão a frente ou setor em uma entidade religiosa, tal título lhes traz satisfação pessoal, refrigera o ego, os torna como que superiores aos demais membros; Deus não chama homem nenhum para ser líder, muito menos nascem para ser líder, mas, o Senhor levanta homens humildes para que amem Suas ovelhas e que de si se dão por elas; Jesus Cristo é o único Senhor e Mestre, e “
Ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência”, de resto, somos somente o corpo, amando-nos uns aos outros, pois, para com Deus não há acepção de pessoas, somos um em Cristo, para que, conforme 1Coríntios12, “não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros”.

PENTECOSTAL...
movimento que difunde o “
batismo com o Espírito Santo”, no qual, somente alguns o podem atingir, com difusão do falar línguas estranhas no ato deste “batismo”, utilizam Atos2 como suporte deste movimento, entretanto, no dia de Pentecostes, os irmãos que ali estavam reunidos, começaram a falar línguas de diversas localidades e não estranhas como afirmam; Nota-se ainda, que neste mesmo capítulo de Atos, Pedro relata sobre Joel2.28-29, profecia pela qual, Deus derramará de Seu Espírito sobre TODA carne, e não em meia dúzia, o que, por este movimento, leva a divisão entre membros; Incluem ainda, neopentecostais & Cia; Se baseiam em experiências "místicas"; Crer no batismo com o Espírito Santo é crer que o Senhor já o concedeu quando da igreja primitiva, hoje porém, já somos todos agraciados pelo Espírito Santo, e, não alguns...

PREDESTINAÇÃO...
a teoria da predestinação é difundida pela maioria dos seguidores de João Calvino, pela qual, afirmam, alguns já nascem predestinados a serem salvos, deixando assim, toda a ação regeneradora do Espírito Santo que convence o mundo do pecado, e da justiça e do juízo, assim sendo, se homens já nascem predestinados a salvação, indispensável será esta divina ação.


SERVOS...
sua missão não é lotar o céu, é povoar a terra com significado existencial; Sinalizando o Reino, porém não é "marchar para Jesus" e "pisar na cabeça do inimigo", mas é viver de modo que as pessoas vejam suas boas obras e glorifiquem o Pai que está nos céus (Mateus5).


TEMPLOS...
não há nenhuma analogia entre o Templo em Jerusalém e os prédios (templos) de igrejas locais; A história de Constantino (285-337) abre uma página tenebrosa na história da cristandade, foi ele quem iniciou a construção dos edifícios (templos) eclesiásticos.


TEOLOGIA DA PROSPERIDADE...
teoria criada para demonstrar o quanto o homem é ambicioso e avarento; Com base na Palavra de Deus, desvirtua o Amor de Jesus para salvação de almas, e leva uma parcela significativa dos evangélicos aos desejos materiais; Chegam a classificar de “
trouxas” os que não almejam esta prosperidade material; Um grande avanço no campo religioso em se tratando de produção, estímulo ao consumo, investimentos e profissionalização de pessoal; Não se deve perder tempo em apologia ao crescimento material, Jesus Cristo quer o nosso crescimento espiritual.


É preciso que se conheça a Palavra
para não ser enganado por qualquer um que se levante com um livro preto nas mãos, fé cega nos ensinamentos de Cristo e pé atrás com os líderes religiosos
!


Nos interesses de Cristo e Sua Igreja.

Fraternalmente.

James.

www.jesusmaioramor.blogspot.com

Comunidade "Adoradores em Casas"



domingo, 24 de maio de 2009

Abdução

Sabe quando várias coisas que estão boiando na superfície da sua mente, de repente se unem e formam um todo completamente diferente e com sentido? O nome técnico disso é abdução e acabou de acontecer comigo.

Talvez eu não seja capaz de rastrear todas as partes deste evento, mas vou falar de pelo menos duas que me parecem mais importantes agora. A primeira foi uma coceirinha no lado de dentro da cabeça que me dá quando leio o blog do Ricardo, cujo sobrenome ele não informa, e outro, que nem leio mais, mas que visito de vez em quando para ver até onde pode ir a miséria humana (com um misto de nojo e compaixão).

No primeiro caso, respeito muito o autor do blog e já me envolvi em diversos debates na seção dos comentários, com ele mesmo e com seus fieis leitores. Tinha a esperança de que a razão e a lógica pudessem vencer no fim. Mas, quanto mais me envolvia, mais percebia que tratava-se de uma tarefa sisífica. Cada debate, por melhores que fossem os argumentos apresentados, era sucedido por uma nova postagem em que o autor parecia ter ignorado solenemente tudo o que havíamos discutido antes. Dei um tempo nos debates e passei só a ler as postagens. A impressão que me saltou aos olhos é que há uma mágoa, uma decepção contra o cristianismo. E isso não só lá. Veja o que escreveu o autor do blog B:

... encontrei mais um material para compor minha heróica, libertadora e épica campanha anticristã.
Ontem recebi uma mensagem de um irmão que me surpreendeu. Indo na contramão do pensamento corrente, ele escreveu que o dízimo é, digamos, anticristão. Aposto que isso surpreendeu o leitor também.

O fato é que o cristianismo como é pregado, talvez como tenha sido pregado há muito tempo, se baseia em um erro, manifesto entre outras formas, através da prática do dízimo, que pode comprometer a salvação de muitos dos que estão na igreja e, consequentemente, levar os que estão fora a entender mal o que seja o cristianismo.

Neste caso, estão justificados os que se colocam contra o cristianismo, porém não estão justificados, porque não se trata mesmo do cristianismo. Deixe-me apelar para um pouco de filosofia para explicar melhor.

Desde Sócrates (Teeteto), acredita-se que conhecimento é crença verdadeira justificada. Ou seja, para termos conhecimento, precisamos acreditar em algo que seja verdadeiro. Mas para que algo seja verdadeiro, somente nossa crença não basta, precisamos de uma justificação, de algo extra para nos dizer que aquilo é mesmo verdade. Essa justificação pode assumir muitas formas, dependendo do gosto do freguês e há mesmo quem diga que até ela não é suficiente (Gettier, por exemplo). Vejamos um exemplo:
O caso do celeiro. Suponha que uma pessoa veja um celeiro e saiba que está vendo um celeiro. Em outra ocasião, o mesmo sujeito vê outro celeiro, muito parecido com o primeiro. De onde está, ele tem a nítida impressão de que está vendo um celeiro. Porém, sem que ele saiba, aquilo é só um cenário, uma fachada, uma imitação perfeita de um celeiro.
No primeiro caso ele tem uma crença verdadeira justificada. No segundo, só uma crença justificada (pois ele está em um local onde há muitos celeiros e nem passa por sua cabeça a possibilidade de que seja uma imitação). Fim do interlúdio.

Esses que acusam o cristianismo de diversas faltas incorrem em dois erros interconectados:
1) Acreditam que conhecem o cristianismo, embora tenham somente uma crença justificada, não verdadeira.
2) Tomam o todo por algumas de suas partes. Imaginam que o comportamento dos cristãos é ditado pelo próprio cristianismo, logo, o cristianismo refletiria as falhas de seus seguidores.

Porém, se o irmão citado acima está certo sobre o dízimo e, em última instância sobre uma interpretação completamente errônea das palavras de Cristo, isso explicaria porque há tão poucos cristãos com a vida realmente transformada. Porque a prática do dízimo reflete uma tendência a querer seguir o velho modelo da Lei mosáica. E Paulo disse que se alguém quiser cumprir um só mandamento da Lei, está obrigado a cumprí-la inteira, para a sua própria condenação, já que isto é impossível.
Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído. Porque nós pelo Espírito da fé aguardamos a esperança da justiça. Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor. Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chamou.
Gálatas 5

Neste barco se encontram todos os que dizimam por uma obrigação legalista, todos os que guardam o sábado, todos os que se abstêm de certo tipo de comida, todos os que não comem ou tocam no sangue e etc.

O mandamento que Jesus nos deixou é bem outro e este vivifica e dá testemunho.
Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.
Mateus 22:37-40

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Deus e o pecado


(Sobre os ombros de C.S. Lewis)


Todos temos tendência a considerar nossos valores e costumes como universais e os das outras pessoas como estranhos e subjetivos. O resultado disso é que fazemos coisas que ferem e magoam os outros, mas que nos parecem completamente inofensivas. É isso que impede muitas pessoas de aceitar ter um relacionamento pessoal com Deus.


Minha mulher se zangou comigo porque eu, descuidadamente, repassei para minha mãe uma informação que o meu sogro havia pedido que guardássemos em segredo. Como atenuante, digo que a informação já havia se tornado irrelevante e eu considerei que não era mais necessário manter segredo, pelo menos não para uma pessoa da minha família. Mesmo assim, minha mulher ficou não só zangada, como muito decepcionada comigo, por minha evidente incapacidade de guardar uma confidência.


Minha primeira reação foi negar o erro. Pensei em todos os atenuantes que citei acima. Depois, fiquei confuso com a raiva e a decepção dela. Não conseguia entender uma reação tão forte por causa de uma coisa tão pequena. Conversando, entendi que na família dela a confiança é um valor extremamente caro. Se você diz que vai fazer uma coisa ou diz que vai guardar um segredo, é preciso levar sua palavra até o fim. Embora na minha família isso fosse importante, não considerávamos este princípio tão absolutamente. Isso me fez perceber como o meu ato havia provocado um desconforto tão grande. Me arrependi e pedi perdão, mas a experiência me ensinou algo muito importante sobre o meu relacionamento com Deus.


Eu li recentemente, em um livro de C.S. Lewis, que temos dificuldade de entender como podemos ser considerados pecadores aos olhos de Deus. Geralmente consideramos que os atos dos outros é que são realmente abomináveis e dignos de punição até com o fogo do inferno. Porém, nós achamos que nossos próprios atos são sempre retos, no máximo infrações leves, que devem ser encaradas por Deus como simples deslizes. Não conseguimos entender porque precisamos nos arrepender, porque precisamos pedir perdão, porque temos que ser considerados pecadores (em pé de igualdade com gente muito pior do que nós) e porque Deus se ofenderia com nossas modestas transgressões.


Porém, uma coisa é entender um conceito intelectualmente. Outra coisa bem diferente é sentir na própria pele todo o significado deste conceito. Ao me dar conta de que minha mulher tinha valores diferentes dos meus e que meu ato tão inocente lhe causou tanta angústia, percebi o quanto ofendo a Deus diariamente nas coisas mais prosaicas. Quando fazia coisas que me parecem tão sem importância, mesmo sabendo que a Escritura condena, eu não entendia aquilo como uma ofensa contra uma pessoa, mas contra uma regra. Mesmo quando me arrependia desses “pecadinhos” e orava por perdão, a oração não passava de um pedido formal de desculpas.


Sentir na pele a raiva da pessoa que amo, me fez perceber que meus pecados ofendem igualmente ao meu Pai. Isso foi um choque para mim. Não podemos evitar de pecar enquanto vivermos neste mundo (embora possamos vigiar e orar continuamente para que o façamos cada vez menos!), mas aprendi que esses pecados ofendem uma pessoa de verdade e que, quando pedir perdão, tem que ser também de verdade.

sábado, 9 de maio de 2009

Porque somos pobres

Por Antonio Francisco Sousa

Gostaria de me unir às vozes dos que ainda creem que somos ricos. Que riqueza é essa que só os iluminados veem? Honestamente? Às vezes, chego a pensar que ser pobre é um destino que fazemos questão de assumir. Parece excitante mostrarmos aos outros essa triste condição que nos assola.
Demonstração de pobreza e, ao mesmo tempo, de profunda falta de respeito, vem dando o estado ao transferir aos grandes produtores agrícolas da região sul a obrigação de construírem as estradas por onde deveria ser transportada sua produção. Ou seja, em vez de utilizarem esses recursos em reinvestimento, tecnologia, logística e pesquisa, gerando emprego e receitas tributárias, graças ao descaso do poder público, que tem dotação orçamentária não só para construir estradas, mas para fazê-las transitáveis e funcionais, passam tais empresários a financiar, também, atividades exclusivamente estatais.

Outra atitude de incontestável pobreza tomaram, recentemente, pais de aluno ou quem deixou vazar para a mídia informação de que professores de algumas escolas públicas estariam solicitando a seus alunos - voluntariamente, foi assim que o fato foi publicado - colaboração de "um real e cinquenta centavos" para que pudessem - conforme justificaram os denunciados - adquirir papel para mandarem imprimir e lhes fornecer simulados ou provas de concursos vestibulares por eles selecionados. Que mal há nessa deferência especial, haja vista certas instituições educacionais, como parece ter sido o caso das criticadas, não receberem do órgão estatal competente recursos financeiros para tal fim?
Mais mesquinha que o irrisório valor requisitado ao alunado foi a denúncia e a crítica, notadamente porque, também foi dito que, graças aos testes que os professores menosprezados, vilipendiados, elaboram, muitos estudantes, sem condições de pagar por um curso preparatório, conseguem ingressar nas universidades ou faculdades em que prestam concurso.

Pobreza maior que essa somente a caracterizada pelo roubo praticado por descuidistas pés de chinelo, na calada da noite, contra as hortas comunitárias do Itararé.

Muitos de nós, piauienses, infelizmente, sem medirmos as consequências de nossas ações, costumamos criticar de forma, às vezes, desairosa ou hipócrita, o trabalho que abnegados, verdadeiros servidores públicos - preocupados, não raro, que seus atos sejam vistos apenas como resultado de sua atividade enquanto cidadão honesto - fazem no sentido de, despretensiosamente, ajudarem a quem mais precisa. Pessoas assim, que invadem obrigação que deveria ser cumprida pelo poder público como contrapartida aos tributos que lhe confiamos, na verdade, merecem ser elogiadas, homenageadas, premiadas, não criticadas ou espezinhadas.

Dizer que o estado age irresponsavelmente ao não disponibilizar os recursos de que a escola pública carece para atender aos reclamos de seus alunos e, assim, evitar ataques à moral e à ética de seus diretores e mestres, não é nenhuma mentira. Afirmar, por outro lado, que a colaboração voluntária e consentida de valor miserável a ser empregado na compra de material destinado à confecção de testes, exercícios e simulados que somente lhes trarão benefícios, estaria sendo causa da evasão de alunos da escola pública, parece ficção, ideia criada por mentes pobres; insinuação simplória e demagoga.

Não nos parece ser essencial nem indispensável à população que os meios de comunicação exaltem ou ressaltem, de modo reiterado ou recorrente, nossa situação de pobreza e mesquinharia. O que ganhamos com isso?

(*) Antônio Francisco Sousa é auditor-Fiscal. (antonio_fcs@hotmail.com)

Publicado do Diário do Povo de 9 de maio de 2009.

domingo, 3 de maio de 2009

O incrível Koukl

Jim Choury me mandou dois livros excelentes de presente. Um deles, Tactics, de Gregory Koukl, é um daqueles livros que mudam a vida da gente. Ele trata de como conversar com as pessoas fazendo-as perceber suas contradições e até explicitar a sua visão de mundo.

Porque muitas vezes, a pessoa nem tem consciência daquilo em que acredita, ou nunca parou para pensar e dar a justificativa por trás de suas opiniões. Se você fizer algumas perguntas, verá que as objeções ou justificativas que as pessoas dão para algumas idéias ou práticas não passam de uma ou duas frases de efeito. Se você consegue ir além dessas frases, estará bem próximo de expor a contradição.

Eu tenho colocado essas táticas em uso com meus alunos e me divertido um tanto com isso. A idéia de Koukl não é convencer o interlocutor de que estamos certo. Isso é tarefa do Espírito Santo. Nosso papel é mais modesto. Trata-se de simplesmente colocar uma pedrinha no sapato da pessoa. Deixá-la pensando sobre aquilo em que acredita. Eis um exemplo das minhas aventuras.

Eu - Por falar em aborto, alguém aqui é a favor?
Aluno - Eu sou a favor
Eu - Interessante. Você poderia me dizer por que acredita nisso?
Aluno - Bem, eu acho que há casos em que o aborto é necessário.
Eu - Ah, entendi. E qual seria um desses casos?
Aluno - Em caso de estupro!
Eu - Ah, então, se houver um estupro, a pessoa deve ter liberdade de fazer um aborto?
Aluno - Sim.
Eu - Deixe-me ver se eu entendi certo. Imagine que eu tenho, bem aqui do meu lado uma criança de dois anos que foi concebida através de um estupro. Então, segundo o que você está dizendo, nós devemos matá-la?
Aluno - Não! É diferente... uma criança de dois anos a gente já conhece, se apegou.
Eu - Isso quer dizer que se a criança fosse uma desconhecida estaria tudo bem?
Aluno - Err... quer dizer... Eu queria ver se o estupro fosse na sua irmã.
Eu - Ah, então você está dizendo que a justiça só deve funcionar se nós formos a vítima, direta ou indiretamente?
Aluno - Ah, professor, é isso que eu acredito e pronto!

Aqui não vale a pena pressionar mais. A pessoa ficou na defensiva e o objetivo não é humilhar ou expor a pessoa, mas sim demonstrar que o que ela acredita tem falhas.

Encontrei!

Esta manhã tive a grata surpresa de encontrar um comentário de Aldo Menezes em uma das extensões do Equipando os Santos. Eu já o conhecia desde o tempo em que ele era editor da editora Vida e ajudou em um projeto em que eu participei como tradutor. Mas havíamos perdido contato.

Aldo é o autor de vários livros sobre as Testemunhas de Jeová. Talvez seja o autor brasileiro com a obra mais extensa e impactante sobre o assunto. Eu li um de seus livros, "Porque Abandonei as Testemunhas de Jeová", da editora Vida e fiquei impressionado.

Ali, Aldo relata sua própria experiência como uma TJ e o que o levou a perceber a verdade acerca das suas doutrinas. Além disso, ele expõe, de maneira didática e poderosa, as falhas lógicas e bíblicas contidas no ensino das TJ's. Em tudo por tudo, é um livro imperdível, mas de especial interesse para alguém que, como eu, tem um ente querido cegado por essas enganações. No meu caso, meu irmão.

É muito difícil arrazoar com uma TJ porque eles alteraram todas as palavras que os cristãos usam, trocando-lhes o sentido. Além disso, a doutrinação maciça que recebem torna muito difícil que percebam que estão errados. Eles são treinados para refutar cada aspecto do que diz alguém que não é da sua fé. São ensinados que estas são táticas de Satanás, o que fecha a mente de um adepto completamente para o que não venha da literatura deles.

É aí que entra a importância dos livros de Aldo Menezes, porque ele, que esteve dentro, conhece todas as falhas, os defeitos, as mentiras e os enganos do Corpo Governante e pode preparar o leitor para saber o que dizer em uma conversa com uma TJ.

Aldo disse...

Obrigado por ter lido meu livro.
Espero que tenha sido um instrumento de aprendizado. Deus o abençoe. No amor de Cristo, Aldo Menezes.

5/03/2009 3:34 AM

Eu é que agradeço, Aldo!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Dorothy e o banzo


Li no excelente blog do Roberto Vargas que um pastor o acusou de frieza espiritual por causa de seu uso constante da lógica e da razão para buscar a verdade, mesmo analisando assuntos espirituais. Aí eu li no blog do Reinaldo Azevedo uma análise soberba da apresentação de Susan Boyle em um show de talentos da TV britânica, que a alçou ao nível de celebridade instantânea. Depois eu li um comentário de um anônimo que acusou Reinaldo de coisas semelhantes às que o pastor acusou o Roberto. Veja o texto...

É FEIA, É BOBA E MORA LONGE, MAS O QUE CANTA!!!

Depois que o “Entre Aspas” for ao ar — hoje, às 23h, na GloboNews —, aí falo mais a respeito do fenômeno, digamos, político Susan Boyle — resisti bravamente a entrar no assunto neste blog, mas não houve jeito. Tratarei agora de outros aspectos.

Afirmei que aquela senhora é uma “óbvia criação da equipe de produção”, e muitos me perguntam como posso afirmar isso etc. Não, não estou fazendo jornalismo “de denúncia” ou “reportagem investigativa”. Eu já disse que só investigo advérbios de modo... Santo Deus! Viram direito o vídeo? Tudo feito para comover e, depois, surpreender. Somos levados a acreditar que ela é realmente uma pobre tonta, uma perdedora, que é feia e mora longe. Antes que abra a boca, ficamos sabendo:

1 – que está desempregada;
2 – que mora sozinha, em companhia de um gato;
3 – que nunca foi beijada (depois teria dito que era brincadeira);
4 – anuncia, como quem diz um absurdo, que fará a platéia “estremecer”;
5 – diz que vem de uma cidade pequena;
6 – rebola e faz uns trejeitos ao conversar com o júri, o que sugere estar no limite da sanidade;
7 – é tratada com agressividade pelo rapaz do júri;
8 – ele pergunta por que ela, aos 47 anos (ou 48, como dissera ela no início), ainda não é profissional se canta desde os 12. E ela dá a resposta que é emblema do truque: “Porque não me deram oportunidade”;
9 – diz que sua referência é Elaine Page, para incredulidade geral;
10 – começa a cantar, e então descobrimos que aquela feia e boba que mora longe se vira bem;
11 – dois rapazes que fazem o papel de animadores do programa ou coisa parecida dizem explicitamente: “Você não esperava por isso”;
12- a loura bela do júri, que aguarda o início da apresentação com os braços jogados atrás da nunca, num sinal visível de “estou entediada”, tem, então, uma reação de espanto. E é ela quem faz o mea-culpa.
13 – aprovada, um dos membros do júri diz que ela já pode voltar para o seu vilarejo de cabeça erguida.

É o roteiro perfeito das fábulas infantis. Acreditar que alguém como aquela senhora chega a se apresentar para o júri sem que se saiba se ela canta bem ou não está um pouco além da ingenuidade. Mas a TV conta com a "boa-fé” do público, não é?, ou produziria outra coisa. Ninguém pensou na maquiagem de Susan, em seu cabelo desgrenhado e ressecado, em sua roupa cafona. Tudo pensando para causar o choque e nos levar a um ensinamento moral: “Vejam como é feio o preconceito!”. E então supomos que Susan Boyle só não é Elaine Page — sem maquiagem, ela até lembra a Page maquiada em Cats, se é que me entendem... — por culpa nossa, da “sociedade”, incapaz de enxergar além das aparências ou dos próprios preconceitos...

É evidente que isso é uma tolice. Susan só não é uma cantora de sucesso em razão de qualidades (ou da falta delas) que lhe são próprias. Ninguém tem nada com isso. Ou precisarei listar aqui os feios famosos? O sucesso pede um pouco mas do que não desafinar. Às vezes, diga-se, é preciso saber desafinar. Mais ainda:

Saber controlar a desafinação pode ser mais importante do que ser um intuitivo afinado.

Susan responde pelo que fez do que fizeram dela. Não temos culpa nenhuma. Mas o diabo é que, então, passam a operar duas coisas simultâneas:
1 – quem se considera, de algum modo, vitorioso, sente-se bem em alimentar uma espécie de culpa diante dos oprimidos injustiçados. Esse sentimento lhe diz: “Você venceu; mas muitos não conseguiram. Seja generoso”.
2 – o derrotado encontra em Susan Boyle o seu próprio retrato, porém alçado à condição de celebridade: “Veja lá como o mundo pode ser injusto com os talentosos”.

Convenham: se ela, nas suas tentativas de ter “uma chance”, foi sempre tão abestalhada quanto se mostra no programa, a responsabilidade pelo insucesso é só sua. Se o mundo selecionasse os parvos, estaríamos andando de quatro — talvez cheguemos lá, mas vai demorar um pouco. E nem isso, creio, é exatamente verdadeiro: ela passou por um trabalho de produção, por um “aparvalhamento”, para, então, poder causar o choque necessário.

Não! Eu não acho que Susan Boyle redime os feios, os tortos ou os sem-noção — que, então, esconderiam verdades sublimes sob a aparência chocante. Penso que estamos diante do contrário: trata-se ainda da exploração dos humilhados, coisa de que a TV é freqüentemente acusada, só que agora essa exploração se faz segundo a linguagem politicamente correta. Programas popularescos sempre exibiram bodes expiatórios para explorar o mundo-canismo. Isso era no tempo da sociedade má, preconceituosa e reacionária, sabem? Nos tempos da sociedade boa, generosa e progressista, temos os “bodes exultórios”. Aquela coitada é feia, boba e mora longe, mas canta bem. Os belos podem continuar a ser feios, bobos e a morar longe, mas não rendem bons programas, ainda que cantem magnificamente. Hoje, há sempre alguém com uma história triste, "marginalizado por nosso preconceito", dando lição de moral na TV.

Para mim, a criação, no que respeita ao ambiente cultural e à psicologia social, está claríssima. Mas, ainda assim, não acho que o fenômeno esteja plenamente explicado. Falta a dimensão política desse evento, de que se falará mais tarde.
... e o comentário do anônimo:

Anônimo Anônimo disse...

Sabe Reinaldo, as vezes você é lógico demais. Quer analisar demais. Quer politizar a tudo e a todos. É óbvio que era um programa de televisão e que televisão é uma caixa condensada de ilusões.

Mas o mundo já tem realidade demais, dureza demais, calor demais, frio demais, políticos demais.

Deixe que Suzan Boyle nos dê um pouco de lirismo. Que desperte em nós um pouco de emoção. Que toque nos sentimentos de compaixão e amor. Esqueça um pouco o aspecto óbvio da vida. Aprenda a sonhar. Seja um pouco menos adulto e enfadonho as vezes.

Desabafo.

4:26 PM


Algumas palavras a respeito

, eu desconfiei da cara de espanto daquela raposa velha, o apresentador do programa, mas deixei isso pra lá na hora em que Susan começa a cantar. Me emocionei com o que pareceu um conto de fadas. Não tenho vergonha disso, mas se tem uma coisa que eu odeio é a sensação de ter sido manipulado.

Mas eu queria falar mesmo é do Roberto e do choque que ele teve com o pastor. Gente, quanta ignorância é possível caber no mundo? Parece que não há mesmo limite para isso. Parece que há certos tipos de pessoas que fazem questão de ser iludidos, de viver em em mundo cor-de-rosa. É como se a Dorothy do Mágico de Oz, depois de ter voltado para o Kansas, ficasse suspirando pelos cantos da fazenda com banzo (a saudade que os escravos negros sentiam da África) por causa de Oz. Que bobagem é essa das pessoas se oporem à lógica e à razão em nome de coisas indefiníveis e subjetivas? Que tipo de mundo elas esperam construir com essas tolices? Certamente é um mundo de que eu não quero fazer parte. Roberto, sacuda o pó das sandálias e continue o bom trabalho!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Caminho das Índias

Eu tinha uns 14 0u 15 anos quando comecei a praticar Yoga. Foi nesta época que passou-se a divulgar que a palavra não era "ióga", mas "iôga", porque em Sânscrito não há palavras femininas. Não sei como uma língua não pode ter palavras femininas, mas deixa pra lá. O importante é que minha vida de guru durou pouquíssimo!

A idéia que eu tinha da(o) ioga era a que o senso comum me dava: tratava-se de uma "filosofia" oriental que permitia a expansão da mente, ao tempo em que trabalhava o corpo. A prática envolvia meditação e relaxamento, o que tornaria a pessoa mais calma, centrada e com a mente afiada. Além do que, eu tinha a expectativa de que isso me desse um assunto para puxar conversa com as garotas.

Eu esperava que as aulas fossem intercaladas com muito incenso e sessões de papo-cabeça, ou pelo menos de momentos em posição de lótus (pernas cruzadas, mãos relaxadas sobre os joelhos, carinha de quem está entendendo tudo) e muita reflexão sobre os porquês da existência. Minhas decepções começaram aí.

As aulas não passavam mesmo do velho estica-e-puxa. Nada de papo-cabeça e outras bossas. Nada de reflexão sobre a vida. E, o que é pior, nada que pudesse interessar a nenhuma garota. Apesar disso, ainda usei na minha carteira um medalhão cor de bronze, com a inscrição acima. Eu sabia vagamente que se tratava de um mantra materializado. Um dia, depois que aceitei Jesus, joguei a porcaria fora. Achei que aquilo poderia ser uma palavra de adoração a alguma divindade esquisita. De lá para cá aprendi pelo menos duas coisinhas:
1. Não existe isso de adoração involuntária. Adoração é um ato consciente e voluntário. É simplesmente bobagem achar que podemos adorar algo sem querer. Muitas pessoas hoje em dia incorrem neste erro. Privam-se de comemorar o natal ou de comer um ovo de chocolate por causa de suas supostas raízes pagãs. Isso sem falar das pobres Testemunhas de Jeová, que não celebram aniversários, pelo mesmo motivo. Isso acontece porque as pessoas acreditam que a fé não tem nada a ver com a racionalidade. Sendo assim, ficam sujeitas a toda sorte de superstição e emocionalismos vazios. É uma pena.

2. Ioga é uma coisa, filosofia é outra. O hinduísmo parte do pressuposto de que o mundo é maia, ilusão. Daí nunca pode resultar qualquer conhecimento que preste. Aliás, o conhecimento é também maia. É tudo inútil. Claro que isso resulta em uma contradição lógica (se tudo é ilusão, como eu posso afirmar até mesmo isso?), mas isso não incomoda os hinduístas de jeito nenhum. Eles vivem tentando se livrar do que nós chamamos de realidade. Passam horas, dias, praticando a(o) tal ioga para dominar o corpo e pensar em nada. Porém, mesmo os gurus mais experientes, aqueles que conseguem entrar em um transe perfeito e limpar a mente de qualquer pensamento, só o fazem porque se concentram naquele zumbido que todos temos no fundo do ouvido. O que isso faz não é limpar a mente coisa nenhuma, mas simplesmente hipnotizar o sujeito, levando-o ao estado alfa. Porém, mesmo isso só se consegue porque há uma âncora nos ligando, em última instância, à realidade: o tal zumbido.